You are currently browsing the monthly archive for Marzo, 2008.
creio que todas as poucas pessoas que me conhecem sabem que não tenho vocação para a carreira que estou cursando na faculdade e que isso não é fator que vá me impedir de fazer uma diagramação porca com textos ainda mais porcos. é só ver a janelinha abaixo e sentir o drama.
!
tô cansada de ligar a tv e ver casos de crianças que, quando não torturadas como a garota de goiás, são abusadas – molestadas e o sei-lá-que-trem-é-esse.
essa semana apareceu o caso do pedagogo que pagava meninas menores prá sair com ele, prá sacanear e tal. mas uma coisa me chamou a atenção no depoimento de uma de 13 que resolveu falar com a imprensa: as roupas.
tá certo que o que vestimos não mede caráter ou transcende inocência, mas homem tb pensa com a cabeça…só que com a de baixo.
vc sabia que alguns agentes de viagens e agitadores afins não alertaram sobre o perigo de dengue os turistas que vinham para o rio só porque os gringos iriam se hospedar em locais de alto padrão?
o luciano huck [ relembrando one more time, o episódio do rolex ] especulou a delimitação de espaço para ricos e pobres: mas não explicou seu anseio ao mosquito, que não notou [ ou fez vista grossa ], e fez questão de “experimentar” infectar uma pessoa com sangue azul da cor do mar…
para quem ainda ainda não conhece o talento musical de carla bruni, nova madame sarkô e ex [ grande ] modelo internacional, baixe…melhor, compre os dois álbuns dela.:”quelqu’un m’a dit” [ 2001 ] e o recém lançado no Brasil, “no promises” [ 2007 ].
o primeiro, cantado em francês, sofisticou o estilo chanson e foi muito bem recebido pela crítica. a musicalidade de bruni neste álbum é intimista e para quem tem mais sensibilidade transporta qualquer um para os ares nada sóbrios para um cemitério dum père lachaise ou até mesmo os boulevares próximos à champs elyseè.
!
o que impressionou mesmo foi a música título ter virado trilha de novela por aqui, mas vá lá…
quanto ao segundo, que consiste em poemas famosos cantados por madame sarkô, destaque para “those dancing days are gone” que mostra uma sensualidade vocal sem a perda das características de uma chanson. elementos do rock tb são notados…mais detalhes eu deixo prá quem entender mais. pq só sei que gosto muito dos dois álbuns.
!
quem sabe vc tb não vá curtir? melhor que gastar 32, 33 mangos num couvert constrangedor.
…o domingo é de Deus nos acuda.pelo menos no rio.
como se não bastasse, agora a dengue virou epidemia.
engraçadinho [ se não fosse revoltante ] como uma cidade dita por maravilhosa, cheia de sutilidades e modernidades se rendeu aos encantos e perigos da anopheles. antes fosse uma cidade à beira do douro – “ah, como portugal é atrasado”, como muitos reclamam.
o que muitos esquecem é que no rio a geral tem que correr pro miguel couto ou pro souza aguiar em busca do milagre de ser atendido. vi cena dum tiozinho cair numa dessas emergências com uma agulha, suponho que de soro, no braço. lamentável.
tá certo que problema de dengue não é apenas responsabilidade das autoridades, mas deveria ser enfrentado diretamente por elas. muitas vezes essa turma mora em beira de encosta que nunca viu saneamento na vida e passam cada dia como se fosse graça divina não apenas pelo risco da dengue, mas por leptospirose, cólera…
prá piorar a situação, que já é de crise, os poucos atendimentos realizados – não apenas em hospitai públicos, tambem em particulares – mostram uma certa negligência nos diagnósticos da doença.
dengue não é virose, muito menos aquele cara fantasiado de verde que fazia parte do xou da xuxa.chegou a época da neurose, minha gente: dor com mancha vermelha, não é catapora. é prá internar…se o serzinho tiver roxo, omg!!!cti na hora, meu caro! e fim de papo.
prá “coroar” a epidemia de dengue, o luciano huck tb pegou. gostaria de saber quem ele vai propor e culpar, ainda que maqueadamente, num eventual artigo que publicarem por aí.
aproveitando o ensejo e a data, estejamos como o coelhinho da duracell: ligados. seja na música, no que está ao redor e principalmente, na vida.
!
…se vc ainda não sabe qual a diferença de sensualidade e sexualidade, ouça “sexuality”,o novo cd do sèbastien tellier.o multimedia musical francês disse que adoraria ver uma de suas músicas deste algum lançado em fevereiro em um filme pornô.
realmente as faixas “l’amour et la violence”, “kilometer” e”sexual sportswear”, compõem um ótimo repertório prás fases do “ato”, mas seria muita sacanagem se fosse trilha dum pornocomercialmovie. =(!
aliás, música deveria ser que nem celular e carro: quanto mais restrito e “proibido” melhor. selecionamos mais o público, ouvimos o que queremos e o que não queremos, mas de pessoas que sabem ao menos o propósito de cada iniciativa.
enquanto isso não acontece – e espero que não aconteça isso com esse puta álbum -, vai como extra o clipe de “divine”. prá alegrar a vida, otimizar sua performance, sabe como é…hahahaha!
esses últimos dias andei mais presa que intestino de mulher que desconhece yakult, activia e lavagem intestinal [ by marília: lavar a alma! ]. não foi apenas do trânsito na anchieta, foram as panes no meu amado metrô.
na terça, fiquei presa na trianon com são paulo inteira. na quinta, cheguei ao jabaquara num milagre e na mesma tarde vi uma fiscal “aparando” uma porta quando peguei o metrô no santa cruz. o.O!
talvez seja efeito da chuva ou das minhas pilhas acabando junto com minha paciência, mas sinto que uma sessão do descarrego está se fazendo necessária. =S!
onde estaria o carregador de pilhas?…omg…
_acho que se alguém tiver o saco e a falta do que fazer para ler essa coisa, vai entender o que quero dizer.
no romance ” a hora da estrela” de clarice lispector, macabéa sempre admirou a vida fantasiosa. queria ser notada pelo fato de ser alguém concreto e não tão insignificante que sequer sabia ler. até aí tudo bem.
_ dizem que a marilyn tb não queria ser apenas um depósito de esperma…por isso entrou em crise e o resto a geral inteira sabe… =(. _
o mais satisfatório, dentro do que pretendo ilustrar, é o fato da macabéa terminar o romance atropelada por um carro que estimava muito sem ao menos ter ou saber nome/modelo/chassi entre outros “datastalker” da vida. a única coisa que sabia, e que talvez seria o motivo da admiração, era a estrela que o veículo tinha entre os faróis – forma da poça de sangue que seu corpo – já inutilizável – projetou na rua.
visto que a personagem só foi realmente notada ao ser atropelada justamente por um grande sonho e seu sangue exposto a todos os curiosos de diferentes segmentos, porém maioria maciça de determinada classe social, parto prá uma discussão que deveria precisa ser levada mais a sério.
congestionamento até mesmo em bairros periféricos dói: na paciência de quem depende de coletivo [ cujo o uso não é vergonhoso prá que tem bom senso ], de quem tem horários a cumprir e principalmente no funcionamento regular da cidade: o que acarreta sérios problemas de infra, economia e conseqüentemente social.infelizmente tá sobrando carro e poucas soluções pro transporte.
mas o que tem a macabéa e a mercedes-benz com isso? prá tentar explicar a problemática: muita coisa. acredito que a alemã mais estilosa entre as automobilísticas ainda não esteja tão empenhada em colocar em risco sua constelação de classes.
graças aos financiamentos “ladaínha”, qualquer um pode ter um. será que ninguém vê o sucesso do palio e das 84 parcelas da ford? e os anúncios de feirão – antes eram restritos aos sábados pela manhã – que agora começam na 4ª antes da novela? o.O!
o sonho está atropelando o sonhador. o que era motivo de status e liberdade tornou-se lugar comum, empobrece a partir do momento em que não arcamos com o IPVA, gasosa, ou até mesmo uma possível troca e degrada quando nos prende – uma vez que o pensamento burro e vendido mostra que só desfavorecidos fazem uso do coletivo e ainda por cima são assaltados e incendiados como visto pouco tempo atrás.
pode parecer uma visão elitista, mas seria ótimo se o mais barato dos automóveis tivesse nome de classe baixa- e preço de classe alta- como a mercedes-benz faz com suas linhas.não estou tirando das classes mais baixas a condição de ter um automóvel ou enton acusá-las de não terem valor a ponto de ter bens de consumo duráveis e toda aquela palhaçada que perdura desde os tempos do “milagre”.
mas digo que comprar um sonho desses é chave de cadeia. ainda mais por questões como espaço, congestionamento, manutenção, impostos e serviços.
no meu bairro ainda não aconteceu de alguém ficar preso no congestionamento assim que sai de casa. mas já ouvi muitos casos por aí. já ouvi histórias de pessoas seqüestradas que só tinham o objeto de locomoção, sequer uma casa própria e um sorvete Melona ou prato de arroz com feijão como algo impossível. =O!
ontem pela manhã apedrejaram os busões na avenida guarapiranga. a turma usou o discurso do “sou trabalhador” e disse que não merece um transporte com frota reduzida e sucateada, horários desordenados e pouca segurança. realmente, desde que não inutilizem os poucos que tem e não tenham tantas ambições pequenas, agradeceria muito o ensejo.
se os responsáveis pelos transportes urbanos fossem mais criativos, as montadoras menos ambiciosas e o povo menos ambicioso ainda, por achar que leva vantagem em toda merda que faz, o trânsito em cidades como são paulo teriam uma fluidez maior. rodízio e faixas exclusivas não bastam.
se não quiser se misturar com a galera pq é importante demais, não se importe em ceder ou ser carona de um colega. se não tiver o que comer amanhã, não compre em 72 vezes. primeiro: coma, depois trabalhe e faça o que é – ou deveria ser – digno: invista esse dinheiro [ melhor um rendimento de 0,70% positivo a sua causa que 2% negativo.].se tiver condições reais, pague por circular em vias mais movimentadas. mas que eles não metam a faca. a turma do meio termo [ da qual faço parte mas faço questão de não estar motorizada ], agradece.
desta vez fui extensa demais. espero que tenham compreendido.
that’s all folks!











